quinta-feira, 15 de março de 2018

"A situação em Uganda é extremamente alarmante"

"A situação em Uganda é extremamente alarmante"
Foto: MSF
A violência na província de Ituri, RDC, força milhares de pessoas a fugirem para Uganda, onde um surto de cólera ameaça os refugiados
"A situação em Uganda é extremamente alarmante"

Uganda
Em dezembro, a violência atingiu a província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) e se intensificou em fevereiro, quando os combates se expandiram para o entorno da área de Djugu. Casas foram queimadas, pessoas foram mortas e dezenas de milhares fugiram em busca de segurança. Alguns dos deslocados foram em direção ao sul até Bunia, enquanto outros fugiram para o norte até Mahagi. Muitos, no entanto, permanecem em áreas ainda inacessíveis às organizações humanitárias. Nas últimas duas semanas, mais de 40 mil congoleses pagaram para atravessar o Lago Albert e, quando chegaram em Uganda, encontraram péssimas condições, com instalações locais sobrecarregadas. Em 23 de fevereiro, as autoridades de saúde em Uganda confirmaram um surto de cólera que afeta a comunidade no distrito de Hoima, onde os recém-chegados estão abrigados. Médicos Sem Fronteiras (MSF) está trabalhando em ambas as margens do lago, oferecendo assistência médica aos necessitados.

O que está acontecendo na província de Ituri (RDC)

Em meados de fevereiro, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimou que cerca de 20 mil pessoas se abrigavam na cidade de Bunia. A maioria está vivendo com amigos e familiares, enquanto cerca de 2 mil estão reunidos em um local temporário no hospital regional. MSF está apoiando os cuidados básicos de saúde em três centros de saúde na cidade de Bunia, Bigo, Kindia e Lembabo, e está ajudando a encaminhar os casos graves a dois hospitais próximos. Nas últimas duas semanas, as equipes de MSF receberam 2.111 pacientes ambulatoriais. Destes, 783 eram crianças com menos de 5 anos de idade e 349 mulheres grávidas. As principais doenças dos pacientes que chegam são malária, infecções respiratórias e diarreia. As equipes também estão oferecendo consultas de saúde mental, pois aqueles que chegam em Bunia estão traumatizados pela violência que testemunharam ou foram vítimas. Há crianças desacompanhadas e pessoas que perderam tudo durante o deslocamento.

MSF realizou serviços de tratamento de água e saneamento no local do hospital, incluindo a instalação de um sistema de abastecimento de água e a construção de 20 latrinas e 10 chuveiros. As equipes distribuíram 1.200 kits de itens de primeira necessidade, como cobertores e sabão, e continuam a apoiar a distribuição de alimentos como farinha, sal e arroz para os deslocados.

"A maioria das pessoas deslocadas em Ituri está vivendo com famílias de acolhida, mas algumas delas se abrigam em escolas, igrejas ou pequenos acampamentos informais. Em Bunia, há muitas mulheres e crianças que dependem totalmente de ajuda externa para suprir suas necessidades mais básicas, como comida e água. Sabemos que há muitas pessoas deslocadas nas áreas que ainda não podemos alcançar devido à insegurança, e todos os esforços precisam ser feitos para trazer a assistência que eles precisam desesperadamente", diz Florent Uzzeni, coordenador de emergências na RDC.



Uma equipe também está presente em Mahagi, mais ao norte, onde missões de avaliação estão em andamento. MSF vem fornecendo apoio remoto às áreas mais difíceis de alcançar, como Drodro, por meio de doações de medicamentos, equipamentos e kits para tratar os feridos. Como muito pouca ajuda consegue chegar até essas pessoas, muitas estão gradualmente indo para o norte em busca de alimentos, cuidados médicos e abrigo.

Atravessando o lago

Um efeito decisivo dessa violência é que, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), desde o início de janeiro, mais de 42 mil refugiados congoleses chegaram às margens do lado ugandense para escapar dos combates, usando barcos de pesca e canoas superlotados e rústicos para cruzar o lago Albert. A jornada para chegar a Uganda pode levar entre seis e 10 horas, e houve relatos de refugiados que se afogaram em acidentes de barcos. "Recém-chegados nos contaram sobre ataques de noite e alguns apresentaram cortes profundos e feridas. Muitos chegam traumatizados e esgotados, trazendo crianças doentes. Aqueles que usavam canoas pequenas às vezes tiveram que andar por quase três dias até encontrar segurança aqui", explica Ahmad Mahat, coordenador de emergências em Uganda.

O que está acontecendo no distrito de Hoima (Uganda)

Os refugiados desembarcam em Sebarogo, uma pequena vila de pescadores no distrito de Hoima, onde há um local para desembarque. O local logo ficou acima de sua capacidade. Em meados de fevereiro, até 3 mil pessoas por dia começaram a chegar durante o auge do influxo atual de refugiados. Agora, os números diminuíram, em parte devido às condições climáticas e aos preços proibitivos, impulsionados pelas centenas de chegadas diárias de novos refugiados. Os recém-chegados deixam rapidamente Sebarogo para o centro de acolhimento em Kagoma, que é administrado por autoridades e parceiros das Nações Unidas (ONU). Eles esperam por registro e assistência humanitária antes de se mudar para um campo de refugiados, principalmente o acampamento de Kyangwali (Maratatu) e outros campos no oeste do país. No entanto, o transporte de ônibus e o sistema de registro ficaram por vezes tão sobrecarregados em fevereiro que os refugiados permaneceram no local onde chegaram por vários dias, até uma semana, com pouca assistência, sem latrinas e sem acesso a água, exceto a do lago. Alguns se mudaram para a cidade de Sebarogo para se juntar a seus familiares e famílias de acolhimento.

O centro de acolhimento de Kagoma e o acampamento de Marutatu (parte de Kyangwali) atualmente não podem lidar com o afluxo de refugiados. Os recém-chegados já se tornaram vulneráveis pela trajetória e a violência vivenciada em Ituri. Eles acabaram dormindo ao ar livre, expostos às chuvas que começaram, com acesso inadequado a água e comida, em condições dramáticas de higiene e saneamento. As autoridades de saúde confirmaram recentemente um surto de cólera na região, com pelo menos mil casos graves que requerem hospitalização, incluindo mais de 30 mortes desde meados de fevereiro.

 "A situação em Uganda é extremamente alarmante, com uma tendência crescente de casos de cólera e alta taxa de mortalidade. Além dos centros dedicados ao tratamento de cólera, estamos ampliando nossa resposta o mais rápido possível, estabelecendo uma estação de tratamento de água no local de chegada em Sebagoro para aumentar o acesso à água limpa para os refugiados e para as comunidades que vivem ao longo das margens. Foram instalados pontos de reidratação, vigilância, transporte de água e estamos construindo latrinas adicionais. No entanto, para controlar esse surto mortal e proteger os que estão correndo risco, é realmente urgente realizar uma campanha de vacinação contra cólera nos próximos dias. Isso deve ser parte da resposta de rotina a tais epidemias. Depois de discutir com parceiros globais, um estoque de vacinas foi disponibilizado para esta campanha de emergência e MSF está pronta para ajudar o Ministério da Saúde assim que receber o aval", diz Mahat.

Em Sebarogo, as equipes de MSF instalaram um Centro de Tratamento de Cólera com 50 camas (CTC) no centro de saúde da cidade, também apoiado com recursos e suprimentos adicionais. Está sendo montado um posto de saúde móvel no local de chegada que permite o encaminhamento ao centro de saúde os casos mais urgentes. MSF também abriu um CTC com 50 camas no centro de saúde de Kasonga, que fica perto do centro de recepção. Os pacientes também são encaminhados por outras organizações ou agentes que atuam no assentamento de Maratatu, onde atualmente vivem 23 mil pessoas.

No centro de acolhimento de Kagoma, 5.263 crianças foram vacinadas contra poliomielite e sarampo por equipes de MSF e 2.160 mulheres em idade fértil foram vacinadas contra tétano. MSF abriu um ambulatório 24 horas, onde mais de 2 mil pacientes foram tratados desde meados de fevereiro, a maioria sofrendo com diarreia, cólera, malária e infecções respiratórias. Os cuidados pré-natais e a assistência às vítimas de violência sexual também são fornecidos na clínica.

A situação na província de Ituri permanece imprevisível e uma nova onda de violência pode causar um novo fluxo de pessoas para Uganda. Atualmente, a insegurança está impedindo que muitos dos congoleses deslocados permaneçam em seu país e tenham acesso à assistência que salva vidas. MSF está trabalhando para encontrá-los. Em Uganda, um surto mortal de cólera e uma provisão inadequada de ajuda humanitária mostram que uma grande emergência está se desdobrando nas margens do lago Albert.

Por MSF

De barco e de carro, MSF leva atendimento médico a locais remotos no Sudão do Sul

De barco e de carro, MSF leva atendimento médico a locais remotos no Sudão do Sul
Foto: Frederic Noy
Atravessando rios e longas distâncias, as clínicas móveis de MSF atendem moradores locais e deslocados internos em Akobo e vilarejos próximos
De barco e de carro, MSF leva atendimento médico a locais remotos no Sudão do Sul

Sudão do Sul
São 8 horas da manhã e o conglomerado de MSF em Akobo, Sudão do Sul, fervilha com tantas atividades. Em frente a barraca de logística, as equipes levam cuidadosamente mesas, cadeiras, tapetes, caixas sépticas, medicamentos e outros materiais para um veículo. Próximo deles, o coordenador do projeto bebe rapidamente seu café e murmura em um rádio empoeirado. Sem ainda abotoar seus coletes salva-vidas, uma equipe de técnicos em medicina, enfermeiras e profissionais de saúde da comunidade conversam sobre a estratégia do dia.

Quando o sol no Sudão do Sul ultrapassa as camadas de árvores em Akobo, o conglomerado já está calmo e a equipe móvel de MSF navega pelo rio Pibor. O destino deles? Uma aldeia remota sem outros serviços de saúde.

Desde dezembro de 2013, milhões de pessoas se deslocaram e continuam se deslocando como consequência do atual conflito no Sudão do Sul. Em Akobo, as pessoas que fogem das zonas de conflito próximas chegam quase que diariamente. Alguns de nossos pacientes nos contam como foram suas jornadas caminhando por vários dias e apenas durante a noite, quando o conflito cessa temporariamente.

Mulheres e crianças são grande parte da comunidade deslocada. Enquanto algumas conseguem se instalar com familiares ou amigos, outras não têm outra opção senão ficar na escola primária, onde há pouco acesso a comida e água. Muitas estão mentalmente traumatizadas depois de verem seus maridos, pais e irmãos mortos no meio de tanta insegurança.

Devido ao conflito e ao deslocamento, as necessidades médicas e humanitárias na região são enormes. É nesse contexto que MSF lançou o seu mais recente projeto no Sudão do Sul. Respondendo às necessidades da comunidade local e da população deslocada, MSF está agora operando com clínicas móveis que se deslocam em barcos e veículos para fornecer cuidados básicos de saúde nos locais que mais necessitam.



"Akobo e os vilarejos próximos são quase inteiramente excluídos do acesso a cuidados de saúde seguros e de qualidade", diz Raphael Veicht, coordenador de MSF no Sudão do Sul. "Como as instalações médicas na área foram abandonadas ou reutilizadas para outros fins, a população já altamente vulnerável não tem onde buscar tratamento básico", acrescenta.

A equipe médica que saiu de manhã cedo chegou a Kier depois de uma hora de viagem de barco. Como de costume, eles trazem seus equipamentos e os colocam sob a sombra das poucas árvores. Em poucos minutos, o lugar é transformado em uma clínica de saúde básica com uma área de espera e barracas improvisadas usadas como salas para realizar consultas. Os pacientes chegam, sentam silenciosamente nos tapetes e se preparam para ter seus sinais vitais checados, enquanto os assistentes de enfermagem preparam medicamentos prescritos. Após apenas duas horas e meia, cerca de 30 pacientes são atendidos.



"Nós geralmente atendemos entre 50 e 60 pacientes por dia", diz Tut Kuang Ler, técnico em medicina de MSF. "Hoje, seis pacientes foram diagnosticados com malária, cinco crianças pequenas com diarreia e atendemos um caso de infecção por fungos."

Agora, com clínicas móveis atendendo em sete locais diferentes nos municípios de Akobo e Ulang, as equipes médicas de MSF tratam mais de 2 mil pacientes por mês. Enquanto isso, MSF começou a construir uma estrutura mais permanente em Kier: um centro de saúde primária que poderá oferecer cuidados mais avançados. Mas, por enquanto, as equipes permanecem móveis.

Às 2:30 da tarde, o último dos pacientes foi atendido. Tut Kuang Ler faz uma pausa e checa ao redor, procurando por pacientes atrasados. Nenhum. "Hora de empacotar tudo e voltar para Akobo", diz ele.

Por MSF

México: redes sociais facilitam o acesso de vítimas de violência sexual a serviços médicos

Redes sociais facilitam o acesso de vítimas de violência sexual a serviços médicos e psicológicos em Acapulco
Foto: Christopher Rogel Blanquet/MSF
Em 2017, a campanha SIVIS de MSF tratou 190 sobreviventes de violência sexual na região
Redes sociais facilitam o acesso de vítimas de violência sexual a serviços médicos e psicológicos em Acapulco

México
Saúde mental
Em Acapulco, México, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou a campanha SIVIS (Serviço Médico Integral contra a Violência Sexual) para promover cuidados com sobreviventes de violência sexual em Acapulco. "SIVIS: é possível curar" é uma campanha realizada no Facebook e em outras mídias sociais, que encoraja as vítimas a procurarem ajuda, a fim de receber tratamento médico adequado. A campanha utilizou pela primeira vez as redes sociais para facilitar o acesso aos serviços, confidenciais e gratuitos, na cidade.

Chame no WhatsApp (63) 9 8111-5110
A campanha, lançada em novembro com a colaboração do Ministério da Saúde, consiste em mensagens publicitárias tradicionais exibidas em murais e cartazes nos pontos estratégicos da cidade, bem como nos ônibus e outdoors. Ela inclui anúncios de rádio, mensagens de texto via celular e plataformas de redes sociais como o Facebook – e, claro, no site para aumentar o quanto for possível o acesso das pessoas afetadas à assistência médica e psicológica. O site e o Facebook são www.sivis.mx e https://www.facebook.com/sivis.mx/.

"O objetivo desta campanha é que as vítimas de agressões sexuais saibam que, sim, a cura é possível e este é um serviço gratuito e confidencial que previne doenças e ajuda no alívio físico e emocional. Vocês não estão sozinhos, a cura é possível e nós estamos aqui para ajudar", diz Noelia Monge, coordenadora do projeto de MSF em Acapulco.

Um dos grupos que mais preocupa a organização médica são os mais jovens e, por isso, é dada a ênfase no uso de redes sociais mais populares como o Facebook.  "A informação é indispensável. Especialmente jovens, meninos e meninas que foram abusados sexualmente sentem muitas vezes desconfiança nos adultos. Nas instalações preparadas por MSF, eles aprendem a expressar seus sentimentos, compartilhar seus medos e dúvidas, e desenvolver a capacidade de pedir ajuda", afirma o coordenador.

Desde 2016, juntamente com o Ministério da Saúde, MSF fornece suporte e assistência médica e psicológica às vítimas de violência sexual em duas unidades hospitalares em Acapulco. Em 2017, através das autoridades municipais, as equipes de MSF trataram 190 casos de agressão sexual. Desses, 52% eram menores.

Paz*, uma jovem de 14 anos que vive com seu pai na cidade e engravidou depois de um estupro, largou a escola e se automutilava. Pouco depois, ela buscou os serviços de MSF: "Me ajudaram com a gravidez. Eles estavam comigo a todo momento e isso foi um grande apoio, tanto para mim quanto para o meu pai que não sabia o que fazer durante o parto. Eu também voltei a estudar. Sinto-me diferente e, ainda que haja pessoas que me deixam desconfortável, as que me ajudam estão em maior número. Estou bem. Estou feliz porque vou continuar estudando e consegui uma bolsa de estudos."

Além da atenção direta e tratamento integral (apoio médico, psicológico e social) para as vítimas, MSF fornece treinamento, palestras e workshops que visam sensibilizar os profissionais de saúde e o público em geral sobre os riscos físicos e psicológicos envolvidos em não receber ajuda imediata. Em muitos casos, esses pacientes são estigmatizados ou enfrentam situações de revitimização quando escolhem relatar ou ir aos centros de saúde. A campanha SIVIS visa diminuir a falta de conhecimento sobre os serviços disponíveis em Acapulco para enfrentar os efeitos da violência sexual.
"A colaboração de MSF tem reforçado os cuidados de saúde em casos de violência sexual, já que muitas vezes as vítimas não queriam ser cuidadas pela equipe médica de hospitais que negaram ajuda por medo ou desconhecimento do protocolo de atenção", acrescenta a psicóloga Mirta Abarca Olivero, responsável pelo programa contra violência em Acapulco da Secretaria de Saúde do estado de Guerrero. Ela aponta que "a campanha SIVIS é muito importante para divulgar que existe um lugar onde a população pode ir onde a assistência médica e psicológica é garantida."

"A violência sexual deve ser considerada uma emergência médica", enfatiza Noelia Monge. "A ajuda dentro das primeiras 72 horas é crucial para uma vítima de estupro. Pode-se reduzir o risco de infecção por HIV e prevenir outras infecções sexualmente transmissíveis, tétano, hepatite B e C e gravidez indesejada nos três primeiros dias. Por isso, quanto mais mídias usarmos, melhor será a luta contra essa emergência em Acapulco, que infelizmente, é corriqueira."

*Nome alterado

Em Acapulco, MSF ofereceu 2.304 consultas psicológicas para 1.224 pessoas, 645 sessões em grupo e 579 individuais em 2017. Foram formados 84 grupos comunitários e realizadas 54 atividades como oficinas de psicoeducação, gestão de emoções, sobre violência sexual e sobre o impacto da violência nas comunidades. Mais de 10 mil pessoas participaram dessas atividades.

Por MSF

Leste da Ucrânia: as mulheres deixadas para trás na zona de conflito

Ucrânia: as mulheres deixadas para trás na zona de conflito
Foto: MSF
Mais velhas e com doenças crônicas, as mulheres que permaneceram nas áreas de conflito sofrem de trauma e depressão

Ucrânia: as mulheres deixadas para trás na zona de conflito

Ucrânia
Saúde mental
A saúde das mulheres deixadas para trás na região de Oblast de Donetsk, onde o conflito eclodiu em 2014, está sendo desproporcionalmente afetada após quatro anos de conflito e o colapso do sistema de saúde.

A maioria dos pacientes de MSF no leste da Ucrânia são mulheres com mais de 50 anos, que sofrem de doenças crônicas como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes. Em 2017, cerca de 75% dos pacientes de MSF que buscaram acesso a cuidados de saúde primária eram do sexo feminino.

Ao longo dos últimos três anos, 82% de todas as pacientes do sexo feminino tinham mais de 50 anos de idade e doenças crônicas.

A maioria são viúvas cujas famílias estão deslocadas em ambos os lados da frente de batalha ou mulheres que se mudaram para encontrar emprego e áreas mais seguras para seus filhos. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2015, a expectativa de vida dos homens na Ucrânia era de 66 anos e das mulheres de 76 anos.

Trauma psicológico

O conflito na região de Donbas, no leste da Ucrânia, começou em 2014, quando choques entre forças pró e anti-governo levaram à criação de duas repúblicas autoproclamadas.

MSF começou a fornecer cuidados médicos emergenciais em ambos os lados do conflito em 2014, até que a organização teve seu acesso negado às áreas controladas pelo governo ucraniano em setembro e outubro de 2015. As necessidades de saúde permanecem altas, com uma grave falta de profissionais de saúde na região e a dissolução da infraestrutura, somados à alta inflação.

As equipes das clínicas móveis de MSF, composta por médicos, enfermeiros e psicólogos, se deslocam até 28 locais na região do sul de Donetsk, áreas controladas pelo governo, visitando aldeias na frente de batalha do conflito e pessoas internamente deslocadas nas cidades e apoiando instalações médicas existentes.



Após anos vivendo em uma zona de conflito, as necessidades de apoio psicológico da população local são altas. Psicólogos de MSF encontram pacientes com ansiedade aguda e depressão.

Desde 2015, as mulheres representam 81% dos pacientes que buscam apoio de psicólogos de MSF, que por sua vez realizam sessões de aconselhamento individual, grupos de apoio, treinamento para professores e pessoal médico local e sessões de conscientização sobre saúde mental. Em 2017, esse número cresceu para 85%.

"O conflito afetou a todos"

Em Avdiivka, Larisa Ivanovna participou de sessões de apoio psicológico com o psicólogo de MSF, Artem Tarasov, depois de presenciar a queda de bombas perto de sua casa e apoiar os vizinhos feridos.

Os encontros do grupo ocorrem dentro de um jardim de infância abandonado, onde os brinquedos e os colchões das crianças ficam atrás das portas fechadas e dos armários vazios. É aqui que Artem realiza visitas duas vezes por semana, realizando sessões em grupo, incentivando aqueles que foram deixados para trás a interagir e compartilhar suas experiências e oferece aconselhamento individual.

Larisa, que vive com seu gato e seu cachorro, deixou Avdiivka depois que, em 2014, um míssil atingiu o segundo andar de seu edifício, matando um homem. Mas essa mulher de 62 anos, como muitos dos pacientes de MSF, decidiu retornar ao local, já que, para ela, lá é sua casa.

Apesar da bondade de seus vizinhos, que lhe forneceram comida, as memórias angustiantes de viver com bombardeios pesados permanecem, já que somente seu prédio foi atingido cinco vezes.

"Lembro-me de deixar a casa do homem que eu estava cuidando e os bombardeios começaram", disse Larisa. "Eu congelei e não consegui pensar no que fazer, para onde correr. Eu tive sorte de ter meus vizinhos comigo, que seguraram minha mão e corremos juntos. Nós corremos por um tempo e depois caímos no chão. Quando voltamos, vimos uma cratera no lugar onde estávamos de pé. Tantas coisas aconteceram. Moro em um prédio de nove andares, no centro da cidade. Ele foi atingido pelos bombardeios cinco vezes”, acrescentou.

"Toda vez que as bombas estão caindo, pego minha mochila, que está sempre pronta, e saio para a escada onde as pessoas se reúnem. Não posso ficar sozinha nesses momentos. É mais fácil quando você fala com alguém, se afasta da situação e se sente melhor."

Larisa cuidou de um vizinho que foi ferido durante o bombardeio, depois que um radiador explodiu e jogou água fervente nele. Ele faleceu recentemente.

"O apoio mental é importante para todos, já que o conflito traumatizou e afetou a todos", disse ela.

Histórico de MSF na Ucrânia

- De 1999 a 2005, MSF atuava em Odessa, Mykolaiv e Simferopol, prestando atendimento e tratamento às pessoas que vivem com HIV/Aids, bem como ajudando na prevenção da transmissão materno-infantil da doença.
- Em 2011, MSF iniciou um projeto em Donetsk para a prevenção e tratamento de tuberculose resistente a medicamentos (TB-DR) em centros de detenção e prisões na região de Donetsk. MSF assinou recentemente um memorando de entendimentos com o Ministério da Saúde da Ucrânia e o Departamento de Saúde da Administração Estatal do Estado de Zhytomyr para apoiar o tratamento de pacientes com TB-DR na região de Zhytomyr.
- Em maio de 2014, MSF começou a prestar assistência médica e humanitária às pessoas diretamente afetadas pelo conflito no leste da Ucrânia.
- Atividades de MSF nas Repúblicas Populares Auto-proclamadas de Donetsk e Lugansk: de maio de 2014 a outubro de 2015, MSF prestou assistência médica e humanitária em mais de 90 locais nas áreas setentrionais das regiões de Lugansk e Donetsk, tratando pacientes que sofrem de doenças crônicas, tuberculose e problemas de saúde mental. No final de setembro de 2015, a permissão de MSF para continuar trabalhando em Lugansk foi recusada pelas autoridades da auto-proclamada República Popular da Lugansk e, em outubro de 2015, MSF foi forçada a encerrar suas atividades em Donetsk.
- Em novembro de 2017, MSF começou a fornecer tratamento e diagnóstico de hepatite C na região de Mykolaiv para pessoas co-infectadas com HIV e hepatite C. O projeto incluirá tratamento para aqueles que realizam terapia de substituição de opioides e profissionais de saúde infectados com o vírus.

Por MSF

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Jovem desentende-se com a mulher e mata o filho em Tete

MOÇAMBIQUE - Um homem de 33 anos de idade encontra-se a ver o sol aos quadradinhos, no distrito de Mágoè, província de Tete, acusado de estrangular o próprio filho de quatro anos de idade, após uma discussão com a sua mulher.

O crime aconteceu no último domingo (07) e o indiciado, identificado pelo nome de Charles Filipe, mostrou-se arrependido, alegando que estava bêbado.

Ele tirou a vida do filho num momento de fúria supostamente porque a sua mulher abandonou a casa, na passada sexta-feira (05), sem se importar com a criança.

Aliás, antes de assassinar o miúdo, Charles espancou-o até severamente. A Polícia da República de Moçambique (PRM) naquele ponto do país condenou o acto e disse o cidadão será responsabilizado pelos seus actos.

A Verdade

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Do amor a compaixão

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Foto: Internet
A prática do amor nos ajuda a desenvolver uma atitude não-crítica em relação à vida e às pessoas. Tornamo-nos menos rígidos, menos inflexíveis, menos resistentes com relação à vida e às pessoas, quando elas não seguem nosso conjunto pessoal de regras. O amor nos ajuda a desenvolver uma atitude mais harmoniosa do que negativa, mesmo quando a vida e as pessoas não são o que achamos o que deveriam ser.

Caso queira ajudar a quem precisa, fale conosco pelo Zap (63) 9 8111-5110 ou faça sua doação diretamente em um dos botões no lado direito do Blog. Aceitamos doações em dinheiro aqui pelo Blog e estamos a disposição para divulgar sua empresa como nosso parceiro. Não deixe para amanhã, se você pode ajudar hoje.

O QUE É DOAR?

Doação é como se denomina o ato pelo qual alguém, por liberalidade, dá a outrem bens ou vantagens de seu patrimônio, conforme consta no artigo 538 do Código Civil.

Portanto ! fique a vontade para doar quanto você desejar para ajudarmos o próximo. Um abraço de seu amigo Mauro Franco.



OBS: CASO QUEIRA ENVIAR ROUPAS OU BRINQUEDOS PESSOALMENTE OU PELOS CORREIOS, ESTAMOS RECEBENDO DOAÇÕES DE ROUPAS E BRINQUEDOS NO ENDEREÇO FÍSICO ABAIXO:

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sábado, 16 de dezembro de 2017

País tem 24,8 milhões de pessoas vivendo na miséria

 Paula Fróes/BBC

Veja que vergonha para nós brasileiros esta notícia que passou ontem na televisão. Nossos governantes deveriam se envergonhar disto. Veja a notícia abaixo e aproveite pra fazer sua doação ao lado.


"População com renda de até ½ salário mínimo chegou a 36,6 milhões de pessoas.

O Brasil encerrou o ano de 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com renda inferior a ¼ do salário mínimo por mês, o equivalente a R$ 220. O resultado representa um aumento de 53% na comparação com 2014, quando teve início a crise econômica no país.

Isso significa que 12,1% da população do país vive na miséria, conforme aponta a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, o IBGE mudou a metodologia da SIS, passando a usar a amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, que reúne informações de 3.500 municípios. Antes, o IBGE usava a Pnad, que recolhe informações de cerca de 1.000 cidades. Por conta disso, o IBGE considera que nem todos os dados da pesquisa de 2016 são comparáveis com os anos anteriores. Todavia, é possível comparar as projeções relativas de cada uma das pesquisas, como o número de pessoas que vivem com cada faixa de renda.

Em 2014, o levantamento do IBGE mostrou que havia 16,2 milhões de brasileiros com rendimento mensal abaixo de ¼ do salário mínimo. Assim, aumentou em 8,6 milhões o número de pessoas com esta faixa de renda em 2 anos.

De acordo com a classificação adotada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), famílias com renda de até ¼ do salário mínimo per capita vivem na chamada "pobreza extrema". Aqueles que vivem com até meio salário vivem em "pobreza absoluta".

Considerando a faixa de rendimento per capita entre ¼ e ½ salário mínimo, em 2016 havia mais 36,6 milhões de brasileiros que poderiam ser classificados em situação de pobreza. Na comparação com 2014, aumentou em 2,1 milhões (6% a mais) o número de pessoas nesta condição.

Distribuição por regiões

O maior número de pessoas em extrema pobreza estava concentrado na região Nordeste – eram 13,1 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo por mês na região. O menor contingente de pessoas nesta condição foi observado no Centro-Oeste – cerca de 900 mil pessoas.

Outras classificações

Em nível internacional, o Banco Mundial considera como situação de pobreza extrema a linha de US$ 5,5 por dia para consumo individual. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.

Com base nesta classificação, havia no país 52,2 milhões de brasileiros em pobreza extrema. A maior proporção de pessoas nesta condição foi observada no Maranhão (52,4% da população local), e a menor em Santa Catarina (9,4% da população local).

Ainda com base nesta classificação do Banco Mundial, o IBGE destacou que 42 em cada 100 crianças com até 14 anos de idade viviam em situação de extrema pobreza, o que corresponde a 17,8 milhões de pessoas nesta faixa etária. “No mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos”, enfatizou o instituto.

Desigualdade na distribuição de renda

Os dados reforçam a constatação histórica de que “o Brasil é um país de alta desigualdade de renda, inclusive quando comparado a outros países da América Latina, região do planeta onde a desigualdade é mais pronunciada”, segundo o IBGE..

Para fazer esta análise, o IBGE fez três bases de comparação a partir do rendimento médio mensal domiciliar per capita e concluiu que:

1% dos domicílios com maiores rendimentos tinha renda 38,4 vezes maior que 50% dos que têm menores rendimentos;

20% dos domicílios com maiores rendimentos tinham renda 18,3 vezes maior que 20% dos que têm menores rendimentos;

10% dos domicílios com maiores rendimentos tinham renda 16,3 vezes maior que 40% dos que têm menores rendimentos.

O IBGE observou, ainda, que se mantém no país a desigualdade de renda por cor ou raça. Em 2016, entre os 10% da população com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos. No outro extremo, ou seja, dentre os 10% da população com os maiores rendimentos, apenas 24,8% eram pretos ou pardos.

Condições de moradia

Outra variável usada pelo IBGE para avaliar a desigualdade econômico no Brasil foi observar as condições de moradia da população. Os principais indicadores avaliados dizem respeito à cobertura dos serviços de saneamento básico e, segundo o instituto, têm “cobertura significativamente menor entre a população com rendimento abaixo de 5,5 dólares por dia”.

De acordo com a pesquisa, 63,7% da população do país tinha acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou rede pluvial, 84,9% tinha o domicílio abastecido com água por rede geral de distribuição e 89,5% tinham coleta direta ou indireta de lixo. Já entre a população que vivia em situação de extrema pobreza estes percentuais foram, respectivamente, de 42,2%, 73,3% e 76,5%.

O acesso simultâneo aos três serviços básicos de saneamento foi de 62,1% para o total da população e de 40,4% para a parcela em situação de pobreza extrema. A Região Metropolitana de São Paulo foi a que apresentou a maior proporção de pessoas (95,2%) com acesso aos três serviços, enquanto a menor foi observada na Grande Teresina (7,4%).

Pobreza além da renda

Ao ampliar a análise da pobreza para além da renda, ou seja, para questões relacionadas à saneamento básico e educação, o IBGE constatou que, em 2016, 64,9% do total da população brasileira possuía ao menos uma característica que o colocava no que o IBGE classifica como “pobreza multidimensional”.Segundo o IBGE, “a evolução de indicadores monetários pode diferir de indicadores não monetários de tal forma que o crescimento econômico não seja suficiente para garantir progresso”. A partir desta reflexão, o instituto avaliou, além da renda e do acesso a saneamento básico, o acesso à educação, à proteção social, à moradia adequada e à comunicação e concluiu que:

28,6% da população tinha restrição de acesso à educação

15,2% população tinha restrição de acesso à proteção social

12% da população tinha restrição de acesso às condições adequadas de moradia

37,9% da população tinha restrição de acesso aos serviços de saneamento básico

32,1% população tinha restrição de acesso à comunicação (internet)

O IBGE enfatizou que “o acesso a direitos é uma questão fundamental para se ter um desenvolvimento inclusivo” e que a análise destes dados “é relevante para direcionar políticas” públicas para se combater a pobreza no país.

G1 "

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

FOME NO MUNDO: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

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Foto Internet
POR QUE O PROBLEMA DA FOME EXISTE?

Quem não conhece o problema da fome pode pensar que a causa é simples: “não existe produção de alimentos suficiente no mundo para suprir as necessidades dos 7 bilhões de indivíduos nesse planeta”. Mas esse não é o caso, a questão é mais complexa e vamos entendê-la agora.

1. Deficiência na distribuição de alimentos
A produção global atual é mais do que suficiente para suprir as necessidades calóricas de cada um dos 7 bilhões de indivíduos da população mundial . O que acontece é que há uma séria deficiência no sistema de distribuição dos recursos necessários para se ter acesso à  alimentação, fenômeno que acontece  principalmente nos países em desenvolvimento e nas áreas rurais em que a infraestrutura é precária e a conexão com os centros urbanos é difícil.

Essa deficiência está, acima de tudo, na construção da estrutura social, que nas atuais circunstâncias é extremamente desigual. Assim, as populações pobres têm recursos financeiros muito reduzidos (algumas vivem com menos de 2 dólares por dia), o que limita a compra de alimentos para consumo.

A oferta de alimentos, tanto em quantidade quanto em variedade, é dirigida aos centros urbanos, que é onde há mais indivíduos com boas condições de poder aquisitivo. Contudo, é nessas localidades onde mais acontece o desperdício desses produtos.

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2. Desperdício de alimento
Outro  fator agrava esse cenário: o desperdício de alimento. Em 2016, das 4 bilhões de toneladas métricas de comida produzidas, um terço foi desperdiçado (1,3 bilhões de toneladas métricas), custando aproximadamente US$750 bilhões  à economia global anualmente. Entretanto, as perdas não se limitam apenas a esfera econômica, mas também de outros insumos que foram necessários para a produção, como a água, energia e trabalho, emitindo ainda gases estufa ao longo do processo.

Você sabia, ainda, que existem dois principais padrões de desperdício? Eles serão determinados de acordo com a situação econômica dos países. Nos desenvolvidos, o processo normalmente acontece nas mãos do consumidor final, quando a comida já está pronta, mas ela não é totalmente consumida, gerando os “restos” que são jogados fora. Já nos países em desenvolvimento, o desperdício ocorre muitas etapas antes. O  alimento é perdido logo nos estágios iniciais:  durante a produção quando a colheita não é utilizada ou processada por conta das condições precárias de armazenagem ou pelos agricultores não possuírem meios suficientes para transportar sua produção até os pontos de distribuição para venda – todas as informações são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

O desperdício é tão grande que, utilizando apenas um quarto da comida jogada anualmente no mundo, já seria o suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas subnutridas, o que excede o número de pessoas de fato passando fome globalmente.

Foto: Elizabeth Lies
fome no mundo
3. Pobreza e a insegurança alimentar
Além disso, a Declaração de Roma (1996) cita outras possíveis causas para a deficiência no sistema de distribuição e a consequente insegurança alimentar. Dentre elas estão conflitos, terrorismo, corrupção, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente e a pobreza, que é a principal raiz do problema de acessibilidade a alimentos no mundo.

OS IMPACTOS DA FOME NA SOCIEDADE
Podemos dizer que fome e pobreza caminham lado a lado, podendo uma ser causa ou consequência da outra, mas sempre colocando os indivíduos afetados em um ciclo de miséria difícil de ser quebrado. As populações mais vulneráveis a esse problema são:

crianças até 5 anos;
mulheres grávidas e em período de amamentação;
populações pobres e que vivem em países em desenvolvimento.

fome no mundo
4 problemas desencadeados pela fome
Vamos entender agora o que o ciclo da fome gera:

Capacidade de realização de atividades físicas reduzida: pela falta de alimentação ou alimentação precária, consequentemente o potencial de trabalho daqueles que sofrem com a fome será afetado.  A maior consequência desse fato é que, normalmente, a força de trabalho é o único recurso que esses indivíduos têm a oferecer e a redução da sua capacidade de trabalho pode agravar ainda mais sua condição econômica e perpetuar sua condição de falta de alimentação.

O desenvolvimento físico e mental da pessoa é prejudicado: a subnutrição e falta de alimentação retarda o crescimento infantil, deixa sequelas nas habilidades cognitivas e diminui o desempenho e a presença escolar. Compromete, ainda, os resultados de investimentos realizados no setor de educação, uma vez que crianças desnutridas têm seu potencial de aprendizado reduzido e algumas precisam até largar os estudos para ajudar com a renda familiar e colocar comida na mesa.

Danos a longo prazo para a saúde, aumentando a probabilidade de doenças (por conta do enfraquecimento pela alimentação insuficiente) e morte prematura. Os problemas são transmitidos de uma geração para a outra: crianças nascidas de mãe desnutridas já começam a vida com dificuldade, por conta do baixo peso e deficiências nutricionais causadas no período da gestação.
Gera instabilidade política e social, dificultando ainda mais os esforços dos Estados em reduzirem a pobreza.

Esses fatores têm impacto em diversos níveis: individual, comunitário e governamental. Por conta disso, a fome (e a pobreza) não é  um problema fácil de ser erradicado, requerendo várias linhas de ações diferentes.

FOME NO MUNDO: UM HORIZONTE COMPLICADO

As quase 800 milhões de pessoas subnutridas no mundo mostram que a fome é mais do que uma questão de saúde pública. Suas raízes estão enterradas na construção da estrutura social, que é extremamente desigual, fazendo com que fome e pobreza caminhem lado a lado. Como resultado, a nível individual, vemos complicações na saúde dos afetados, como: doenças, diminuição do seu rendimento físico e de suas oportunidades futuras. Contudo, as consequências vão além: a fome pode afetar ainda o desenvolvimento econômico de um país, sua estabilidade política e social.

Fontes:

FAO – Declaração de Roma sobre a segurança alimentar mundial e plano de acção da cimeira mundial da alimentação – Roma, 1996; FAO – Save Food: global initiative on food loss and waste reduction; AGENDA 2030 – Objetivo 2: fome zero e agricultura sustentável; FAO – Chapter 2: Food security – concepts and measurement – Trade reforms and food security – Roma, 2003; FAO – Statistical Pocketbook 2015: world food and agriculture – Rome, 2015.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Nos ajude fazendo uma doação em 2017

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Ajude. Continue Caminhando. Pense nisso. Você está em seu carro, dirigindo em uma tempestade de granizo pesado. Você não pára... mas continua dirigindo para sair fora da tempestade. Lembre-se de José. 

Lembre-se de Davi. Cada Dia De Adversidade É Simplesmente Um Trampolim Para O Trono. Continue caminhando.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Deixe a solidariedade te alcançar

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Foto divulgação Internet

O que é Solidariedade?

Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros.

A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca.

Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas. Ex: Depois do terremoto do Haiti, vários países enviaram ajuda financeira como demonstração de solidariedade.

Por isso as ações assistências são tão importantes. Devemos ser solidários para com os outros. Nós do Projeto Por aí ajudando, estamos nos empenhando em ajudar: Ajudar famílias carentes doando alimentos, agasalhos, roupas, mantimentos e muito mais. Mas para isso precisamos de sua colaboração. Nos ajude, se você sentir as dores do próximo como se fosse sua, pode ter certeza que encontrou a melhor maneira de ser feliz. 

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Doações em Alimentos

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O Brasil pode ser melhor

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É triste você passar por aí e se deparar com crianças, idosos e até mesmo famílias passando fome ou vivendo em extrema pobreza. Tanta terras em poucas mão, isso não da certo nao. Precisamos ser solidário. Um pouco que qualquer pessoa ajuda doando, ao juntar com o pouco de outro, podemos compr
ar alimentos, roupas e outros e doar aos mais necessitados. Faça sua doação, participe do nosso trabalho.
SÓ FALTA VOCÊ AJUDAR. DOE AGORA AI AO LADO.

VEJA ESTE SONHO:

"Sonho ter um Play Station 3" - Pedro, 9 anos, leucemia

veja esta notícia abaixo:

Universidade dos EUA vai facilitar a admissão de descendentes de escravos

A Universidade Georgetown, na capital americana, irá facilitar a admissão de descendentes dos escravos que foram vendidos para financiar a instituição no século 19.
Em 1838, padres jesuítas ligados à universidade venderam 272 escravos, entre homens, mulheres e crianças, para plantações de Louisiana (sul). O montante arrecadado, equivalente a US$ 3,3 milhões (R$ 10,6 milhões) em valores atuais, garantiu a sobrevivência da Georgetown, que está entre as 20 melhores universidades dos EUA.

Além de oferecer uma vantagem os descendentes, que terão as mesmas condições preferenciais de admissão concedidas a filhos de ex-alunos da Georgetown, a universidade também atenderá outra recomendação da comissão que examinou seu envolvimento com a escravidão, um pedido formal de desculpas.

“A universidade, apesar das muitas formas com que investiu em recursos nos últimos 50 anos para curar as feridas da injustiça racial, não pediu desculpas”, diz o relatório da comissão, criado em 2015 pela Georgetown e composto de professores, funcionários, alunos e ex-alunos. “Embora possa haver desculpas vazias, palavras de desculpas expressas genuinamente podem fazer a diferença na busca por reconciliação”.

John J. DeGioia, presidente da universidade desde 2001, convocou a comissão no ano passado e desde então tem mantido encontros com descendentes dos escravos vendidos pelos jesuítas em 1838 para tentar reparar as ações de seus antecessores. Em junho ele se reuniu com cerca de 50 deles nos Estados de Washington (noroeste) e Louisiana.

REPARAÇÃO

Outras medidas reparatórias devem ser a criação de um instituto para o estudo da escravidão, um monumento aos escravos explorados pela universidade e a mudança dos nomes de dois prédios da instituição para homenagear um escravo e uma educadora afroamericana que pertencia a uma ordem católica.

“Esperamos que os dois prédios se tornem um lembrete de como nossa universidade desprezaram os altos valores da dignidade humana e da educação em relação ao afroamericanos escravizados e livres nos séculos 18 e 19”, diz o relatório.

Com a iniciativa, a Georgetown dá um passo além no esforço de se penitenciar por seu passado em relação a outras universidades americanas de prestígio envolvidas com a escravidão. Num relatório pioneiro, a Universidade Brown reconheceu em 2006 seus laços com o tráfico de escravos. Num outro exemplo, a direção da Universidade da Virginia, fundada em 1819 pelo terceiro presidente dos EUA, Thomas Jefferson, divulgou um comunicado em que lamenta o uso de escravos. Um dos “pais fundadores” do país e principal autor da Declaração da Independência, que inclui a frase “todos os homens são criados iguais”, Jefferson teve centenas de escravos em suas plantações.

A Universidade Georgetown afirmou que irá “aprofundar” a pesquisa em seus arquivos para ajudar na busca de descendentes. De acordo com o grupo independente Projeto Memória de Georgetown, modelos estatísticos sugerem que pode haver entre 12 mil e 15 mil descendentes vivos dos escravos negociados pela universidade no século 18.
folha

domingo, 26 de março de 2017

Mais de 20 milhões de pessoas estão a morrer de fome em África

Crise humanitária

África enfrenta a maior crise humanitária desde 1945, com mais de 20 milhões de pessoas a morrer de fome em três países, Sudão do Sul, Somália e Nigéria, disse esta quinta-feira um responsável do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.


A fome também afeta o Iémen, e uma intervenção das Nações Unidas nestes quatro países custará mais de 5,6 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros) este ano, alertou o porta-voz do Programa Alimentar Mundial para África, David Orr.

O responsável comentava afirmações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que vai cortar 10 mil milhões de dólares (quase 9,3 mil milhões de euros) em ajuda externa, alertando que uma redução no financiamento às organizações a atuar em zonas afetadas pela fome vai causar um sofrimento incalculável.

Os Estados Unidos são o maior doador do Programa Alimentar Mundial e foi fundador da organização.

Orr indicou que, no ano passado, os EUA contribuíram com mais de dois mil milhões de dólares (1,85 mil milhões de euros), representando quase um quarto do orçamento total da agência.

Foto: DEJI YAKE/EPA
Fonte: JN

7,2 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil, mostra IBGE

Segundo a pesquisa do IBGE, um em cada quatro lares brasileiros ainda vivia em 2013 algum grau de insegurança alimentar
Mais de 7 milhões de brasileiros convivem com a fome, constatou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgado nesta quinta-feira, 18. Segundo o documento, 7,2 milhões de brasileiros moram em 2,1 milhões de domicílios onde pelo menos uma pessoa passou um dia inteiro sem comer por falta de dinheiro para comprar comida, nos três meses anteriores à pesquisa. No termo técnico, essas pessoas vivem em insegurança alimentar grave e são 3,6% do total de moradores em domicílios particulares (193,9 milhões).
Houve avanço em relação a 2009, quando 11,3 milhões de pessoas (5,8% do total) vivam sob ameaça da fome - uma redução de 36%.  A pesquisa não revela quantas pessoas efetivamente passam fome no País. Em 2013 o IBGE investigou pela primeira vez a atitude das famílias diante da falta de alimentos e não há comparação com outros anos. 
Além disso, um em cada quatro lares brasileiros ainda vivia em 2013 algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa mostra que, na comparação com 2004, reduziu-se no ano passado o porcentual de brasileiros que passavam fome ou estiveram perto disso. Também cresceu no período a proporção de domicílios com acesso adequado aos alimentos, em quantidade e qualidade. Chegaram a 50,5 milhões de domicílios - mais de três quartos dos 65,3 milhões de residências. Neles, moravam 149,4 milhões de pessoas, 74,2% dos habitantes do País.
A pesquisa usou a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Ela considera em segurança alimentar (SA) um domicílio cujos moradores, nos 90 dias anteriores à entrevista, tiveram acesso a alimentos em qualidade e quantidade adequadas e não se sentiram na iminência de sofrer restrição de alimentação. Em Insegurança Alimentar Leve (IL) estão os lares nos quais, no período de referência, foi detectada preocupação com a quantidade e qualidade dos alimentos. A Insegurança Alimentar Moderada (IM) ocorre em residências com restrição na quantidade de comida. E a Insegurança Alimentar Grave (IG) acontece em domicílios nos quais faltam alimentos, atingindo não só adultos, mas também crianças, podendo chegar à fome.
7,2 milhões de pessoas ainda passam fome no Brasil, mostra IBGE
Foto: Wilson Pedrosa/Estadão
Moradores das zonas rurais são os que mais sofrem com a insegurança alimentar

"A redução (de 2004 a 2013) ocorreu no País como um todo, na insegurança alimentar leve, moderada e grave", disse a pesquisadora do IBGE Adriana Araújo Beringuy. "Quando é feita a análise comparando as áreas urbana e rural, constata-se que a urbana segue o padrão do País. No entanto, na área rural, caem as IAs moderada e grave, mas a leve aumenta."
Aumento. A expansão de domicílios particulares em segurança alimentar evoluiu de 65,1% (2004) para 69,8% (2009) e 77,4% (2013). Das três formas de insegurança alimentar, a leve foi a única em que houve aumento no período, de 18% em 2004 para 18,7% em 2009, mas no ano passado caiu para 14,8%. Na moderada, o recuo foi de 9,9% para 6,5% e 4,6%. Na grave, situação que caracteriza a fome, a redução foi de 6,9% para 5% e 3,2%. O IBGE constatou, porém, aumento na IA leve na área rural de 19,5% para 21,4% dos lares (em 2009 e 2013). Houve ainda nessas áreas recuo nas IAs moderada ou grave no período: de 15,6% para 13,9%.
Os números da PNAD mostram que de 2009 para 2013 cresceu de 70,7% para 79,5% o porcentual de lares brasileiros da área urbana em segurança alimentar. Nas regiões rurais, houve queda de apenas 0,1 ponto: de 64,8% para 64,7%. 
A pesquisa também constatou que eram perto de 52 milhões os moradores do Brasil que, em 2013, viveram alguma forma de insegurança alimentar - da preocupação com uma hipotética falta de alimento à situação real de passar fome. Estavam em 14,7 milhões de domicílios, 22,6% do total. Em IA leve, estavam 14,8% (9,6 milhões) dos lares, com 34,5 milhões de habitantes e 17,1% a população. Em IA moderada, havia 4,6% (3 milhões) das residências, onde moravam 10,3 milhões de pessoas, 5,1% dos moradores. 
O recuo nacional em todas as formas de insegurança alimentar ocorrido em 2013, porém, foi desigual. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções dessas situações, respectivamente de 36,1% e 38,1%. São porcentuais consideravelmente maiores dos que foram registrados no Sudeste (14,5%), no Sul (14,9%) e no Centro-Oeste (18,2%). Quando o foco é a insegurança alimentar grave, que caracteriza situações de fome, nortistas e nordestinos têm as maiores proporções: 6,7% re 5,6%. No Centro-Oeste, esse porcentual chegou no ano passado a 2,3%; no Sudeste e no Sul, a 1,9%.

7,2 milhões de pessoas ainda passam fome no Brasil, mostra IBGE

Apesar disso, foi entre os nordestinos que ocorreu o maior aumento na segurança alimentar no período investigado. A PNAD constatou que, de 2004 a 2013, a proporção de lares em situação de segurança alimentar cresceu de 46,4 para 61,9% - 15,5 pontos porcentuais. Depois de apresentar pequeno aumento no porcentual de residências em SA de 2004 (68,8%) para 2009 (69,8%), o Centro-Oeste registrou em 2013 81,8%. Foi um aumento de 12,1 pontos.
O Nordeste permaneceu no ano passado como a região com menor proporção de domicílios em segurança alimentar. Quase metade (44,2%, perto de um em cada dois) das residências em IA estava em 2013 em um dos nove Estados nordestinos. É um porcentual bem maior do que a proporção de domicílios particulares do País situadas neles: 26,2%, um em cada quatro.
O IBGE também constatou que em 2013, em todas as regiões, a proporção de domicílios em segurança alimentar era maior na região urbana que na rural. Trata-se de uma mudança em relação a 2009, quando no Sul e no Centro-Oeste o porcentual de domicílios em SA era menor no meio urbano. No ano passado, a região com maior porcentual de insegurança alimentar moderada ou grave (13,1%) na área urbana, na comparação com as demais , foi a Norte. Na área rural, esse posto ficou com o Nordeste: 20,1%.
"As prevalências de IA na área rural eram maiores que as verificadas nas áreas urbanas", diz o estudo. "Em 2013, enquanto 6,8% dos domicílios da área urbana tinham moradores em situação de IA moderada ou grave, na área rural a proporção foi de 13,9%. Nos domicílios particulares urbanos em IA moderada ou grave viviam 7,4% da população urbana, enquanto nos rurais viviam 15,8% da população rural."

7,2 milhões de pessoas ainda passam fome no Brasil, mostra IBGE

São Paulo em terceiro lugar. Na comparação entre todas as Unidades da Federação, São Paulo, Estado mais rico do País, fica em terceiro lugar em segurança alimentar. De acordo com a pesquisa, 88,4% de seus domicílios estavam nesta situação no ano passado. O primeiro colocado no quesito era o Espírito Santo, com 89,6%, seguido de Santa Catarina, com 88,9%. Com menos da metade de seus domicílios com alimentação assegurada, Maranhão (39,1%) e Piauí (44,4%) ficaram nas duas últimas posições. Mesmo assim, registraram no ano passado aumento na SA, de 3,6 e 3,3 pontos, respectivamente.
Mesmo registrando avanços, todos os Estados nordestinos apresentaram taxas de segurança alimentar inferiores aos 77,4% nacionais em 2013. Com 74,1%, Pernambuco foi o Estado brasileiro que chegou mais perto desse patamar. Na Região Norte, apenas um Estado apresentou proporção de domicílios em SA acima da nacional. Foi Rondônia, com 78,4%.

Estadão

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